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Como a Humanista é uma abordagem da Psicologia com filosofias diferenciadas de se trabalhar, existem algumas perguntas frequentes relacionadas à sua prática clínica, que vale a pena serem divulgadas e respondidas para que assim as questões polêmicas e dúvidas sobre a Psicologia Humanista possam ser esclarecidas. São cinco perguntas selecionadas, com questões relacionadas a todo o processo terapêutico até seus diferencias diante outras abordagens.

 

1- Como é a prática clínica da Humanista desde o primeiro contato com a pessoa atendida até a alta?

Para a Psicologia Humanista, a pessoa está em constante transformação e se desenvolvendo à medida que lhe faz bem. Contudo, cada pessoa é diferente da outra, na qual cada um tem seu tempo e seu jeito de se transformar-se. Esse tempo depende das atitudes, sentimentos e experiências de cada um.

Dito isso, o cuidado psicológico é, junto com a pessoa atendida, entender o sentido de suas ações e sentimentos, oferecendo um ambiente facilitador e condições diferenciadas para que a pessoa tenha possibilidade de se autoconhecer melhor e assim ter outras possibilidades de pensar e transformar-se, sempre respeitando o crescimento de cada um dentro das suas condições. Assim, o problema é resolvido através da conversa.

Enfim pode-se afirmar que a Psicologia Humanista acredita na relação terapêutica entre a pessoa atendida e o terapeuta. Através dessa relação, a pessoa cria confiança no terapeuta tendo apoio em critérios facilitadores, o terapeuta facilita a pessoa a se conhecer e quando a pessoa consegue se conhecer completamente torna-se seu próprio guia.

 

2- Por que o psicólogo Humanista não utiliza testes?

A Psicologia Humanista é uma abordagem diferenciada por não se basear em técnicas e padrões, acreditando no aqui e agora e na potencialidade de cada um, ou seja, a melhor maneira de ajudar alguém é acreditar na condição natural da pessoa de sentir, pensar, escolher e direcionar o caminho das suas próprias necessidades. Assim, aceita e respeita a pessoa como ela realmente é, sem julgamentos e classificações. Por isso, acredita em um psicodiagnóstico compreensivo – interventivo, em que não se enfatiza os sintomas, mas os significados destes para a pessoa atendida e suas ações.

Além disso, a Psicologia Humanista tem o intuito de focar nas individualidades e necessidades de cada um, independente dos sintomas. Por isso, acredita-se que além dos testes poder ser um rotulador de diagnósticos, poderá ter vários  empecilhos que não mostrará adequadamente o que o terapeuta queira saber. Por isso, trata-se de um processo terapêutico que o tratamento será através do cuidado pessoal de cada pessoa.

 

3- Como é a conduta terapêutica nesta abordagem quando a pessoa atendida é uma criança, adolescente e adulto?

Com crianças, o cuidado psicológico é chamado de Ludoterapia. A Ludoterapia é baseada no brincar, sendo um meio natural da criança se expressar e é uma maneira de libertar seus sentimentos e problemas. É a criança que conduz as brincadeiras e jogos e o terapeuta apenas proporciona um ambiente facilitador, pois a Psicologia Humanista acredita que a Ludoterapia possibilita para a criança condições de explorar seus sentimentos, atitudes e se libertar de suas tensões reprimidas.

Pela experiência no brincar, dá a possibilidade para a criança de se perceber, se desenvolvendo e madurecendo, no tempo de cada um. Com isso, a pessoa irá se conhecer melhor e aprenderá a ter controle das suas ações e desejos. Assim, ajudará no limite e na aprendizagem.

O cuidado psicológico pode ser também pela conversa, quem decide o caminho dos encontros é a criança e o terapeuta apenas aceita e respeita sua escolha, já que as necessidades de cada criança são diferentes.Portanto, é pela Ludoterapia que a Psicologia Humanista acredita que a criança mostra como realmente é e o que realmente deseja, sem medo de ser punido pelos costumes atuais familiares e da sociedade. Já com adolescentes, o cuidado psicológico pode ser também pelo brincar, da mesma forma que com crianças pode ser pela conversa.

 

4- Como é a conduta terapêutica nesta abordagem quando o a pessoa atendida tem necessidades especiais?

Com pessoas com necessidades especiais, a ACP acredita que além da pessoa ter uma deficiência, ela também tem as mesmas potencialidades, igual a qualquer pessoa, de pensar, sentir, escolher e resolver seus problemas e saber direcionar suas próprias escolhas,  conforme suas condições. Assim, a ACP aceita e respeita a pessoa como ela realmente é, sem classificá-las a partir de sintomas. Além disso, acredita que cada pessoa é diferente da outra, pelas suas experiências, sentimentos e ações, independente dos sintomas parecidos. Portanto é valorizada a pessoa e suas potencialidades antes dos seus sintomas e limitações.

 

5-Como é feito o enquadre na abordagem Humanista?

Na Psicologia Humanista é importante ter um enquadre, inclusive para crianças, com combinados e confiança para que o paciente e o terapeuta possa ter uma relação agradável e acolhedora para ambos. Isso é, para Humanista, não existe um roteiro especifico de enquadre, tendo que analisar cada paciente e suas individualidades, que seria adequado se fosse formado logo na primeira sessão.

 

6- Como é o set terapêutico e como o ambiente é organizado?

A relação terapêutica entre o paciente e o terapeuta precisa estar em harmonia para ambos. Isto é, o paciente precisa sentir acolhido e aceito, já que o tempo destinado a ele é sigiloso e com um espaço para os cuidados dele. Também, o terapeuta precisa, além de compreender a queixa trazida, conhecer o mundo do paciente para que possa conduzir o paciente de uma maneira que o ambiente fique agradável para ambos e confiante para o paciente consiga dizer seus sentimentos, tornando a relação terapêutica uma conversa sem precisar de métodos generativos.

Entretanto, é o paciente que conduz as brincadeiras ou a conversa e o terapeuta apenas proporciona um ambiente facilitador que ajudará o paciente a se autoconhecer, organizar e cuidar desses sentimentos sem julgamentos. Assim, o paciente terá outras possibilidades de pensar e transformar-se, tornando-se torna-se seu próprio guia, sempre respeitando o crescimento de cada um dentro das suas condições.

Portanto, acredito que ir ao um psicólogo deveria ser uma atividade rotineira e sem preconceitos, pois em todo momento os diversos sentimentos estão presentes no ser humano e, muitas vezes, o mesmo não consegue dar conta de todos sozinho.


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